Desde o início do vazamento no Golfo do México, ocasionado pela explosão e afundamento da torre petrolífera Deepwater Horizon, já vazaram cerca de 2,4 milhões de barris de petróleo, aproximadamente 40 mil barris por dia, dos quais, a empresa tem conseguido coletar apenas 15 mil barris diários. Hoje a cotação do barril de petróleo WTI no mercado futuro de Wallstreet fechou a U$76,8 aproximadamente, o que já da um prejuízo, somente em perda de petróleo de cerca de U$184,3 milhões. A empresa também declarou que deixará de pagar dividendos por 3 trimestres para ajudar a reduzir a pressão política que vem enfrentando devido ao vazamento, o que equivale, em termos de 2009, a U$1,9 bilhão.
A BP também venderá ativos e reduzirá investimentos em capital.
Porém, a cereja do bolo, é o gasto de mais de 50 milhões de dólares que a empresa teve com propaganda, para amenizar o impacto do desastre sobre sua imagem. Desde o acidente com a plataforma, a BP vem sendo acusada de ter reduzido o dinheiro destinado a segurança e prevenção de acidentes.
Sabemos que as pessoas tendem a rejeitas outras que não sejam íntegras, pois o mesmo aplica-se às empresas no mercado acionário. As pessoas tendem a não querer investir nessas empresas.
Agora, vamos imaginar o quanto a BP valoriza a sua imagem; somente com a soma de todos esses valores chegamos a aproximadamente 25 bilhões de dólares, que são apenas 10% de toda a receita bruta da empresa em 2009, e corresponde a 23% da sua reserva de lucros.
Desde o início desta crise na British, suas ações já caíram mais de 48% no mercado, uma perda equivalente a 52 bilhões de libras, para voltar ao seu patamar de antes do vazamento as ações da BP têm que se valorizar mais de 94%.
Esses números só corroboram o argumento de que sem dúvida no mercado atual um dos pontos mais importantes para atrair investidores para suas empresas é a integridade do seu negócio e a British sabe disso, por isso ela concordou tão rapidamente com a criação do fundo de indenizações, assim como seus acionistas reagiram bem a notícia de suspensão de dividendos, pois eles entendem que não há outra forma de a empresa sobreviver se não for preservando sua imagem perante os mercados.
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